segunda-feira, 13 de junho de 2011

Capítulo 25...limites

Claude passou o dia pensando em como tentar iniciar o namoro com a esposa. Ela por outro lado,pensava em como seduzi-lo. Lógico que a situação não seria fácil pra nenhum dos dois,visto que era claro que haviam invertido os papeis na relação.

Rosa aproveitou então a oportunidade do ultrasson para chamar Claude para acompanha-la ao médico no dia seguinte e aproveitar a oportunidade.

Claude pensou em como poderia induzi-la a passar o dia repleto de atividades de namorados. Perguntou a Janete coisas que mulheres gostam de fazer na companhia dos homens que amam e surpreendeu-se com a resposta: qualquer coisa que seja claro que você planejou com carinho...o que planejar com carinho então?

Estava complicado demais ser romântico..

-Dadi,amanhã você pode tirar folga han?

-Mas a dona Rosa não me deu folga

-Mas eu tô dando Dadi. Non discuta

-E pq o senhor está me dando folga dr Clodes?

-Porque Dadi vou seguir seu conselho han? Vou tentar mudar as coisas entre eu e dona Rosa

-Epa...Dadi ria -E o senhor precisa que eu prepare alguma coisa?

-Non,non...eu me viro.

Dadi despediu-se de Claude naquela tarde e saiu para sua folga forçada.



Ao chegar em casa,depois de um dia de compras, Rosa encontrava-se mal-humorada e cansada ao estremo. Procurou por Dadi pelo apartamento e ao passar pela biblioteca,deparou-se com Claude trabalhando. Observou o marido escondida atrás da porta e percebeu que ele estava mais bonito do que nunca. De regata branca e bermuda, olhos castanhos fixo na tela no nottebook e papeis espalhados na mesa. Resolveu então começar a arte de seduzi-lo. Soltou o cabelo,visto que sabia que ele adorava ela de cabelos soltos e entrou triunfante na biblioteca

-Oi Claude

sem tirar os olhos da tela,ele respondeu

-Oui

-Cade a Dadi?

-Dadi estava com uns problemas familiares e eu dei folga a ela. Vim mais cedo para casa pra você non precisar ficar só. Tem comida no freezer,quando quiser jantar é só me avisar qui eu pego...e continuava escrevendo no computador.

Rosa irritou-se com a falta de atenção do marido e disse

-Estou muito cansada. Ia pedir a Dadi para preparar a banheira para mim...e depois levar minha janta no quarto.

Sabendo que ele pararia imediatamente o que fazia caso ela fizesse menção das filhas na conversa,Rosa acrescentou

-Sua filhinhas estão começando a pesar e a me engordar e amanhã farei uma ultrassonografia.

Claude ergueu os olhos sorrindo de lado disse

-Voce non está gorda

-Só você acha que não

-Non está Rosa. Voce está linda...ele deteve-se nos cabelos soltos e na falta que sentia de acaricia-los,mas lembrou-se dos planos e disse

-Suba,deite-se e eu preparo a banheira pra vc. Depois levo sua janta na cama.

-Ok,obrigada...e saiu da sala sorrindo pensando no próximo passo.



Claude deixou tudo arrumado para Rosa e ficou pensando em como estar perto dela e evitar o contato físico que poderia afasta-los. Pensar que ela estava deitada na cama no quarto ao lado e que ele a amava era cada vez mais difícil. Claude terminou o que se propôs a fazer e foi até o quarto chamar Rosa.

Rosa sabia as quedas que o marido tinha por ela: os cabelos soltos,as pernas... Então era hora de agir. Rosa colocou uma camisola que,embora não fosse curta,era ligeiramente transparente. Deitou-se de lado,de costa para a porta do quarto e fingiu que dormia. Claude entrou e depois de ter chamado da porta e não ter obtido respostas,sentou-se na beira da cama.

-Rosa...

-...

-Rosa...

-...hum

-Acorda...seu banho está pronto.

-Não quero amor

Claude ficou chocado com a parte do “amor” e resolveu deixar pra lá

-A não ser que você me carregue

-Han?

-Me leva no colo Claude,tô com sono...Rosa dizia de olhos fechados e fazendo biquinho

-Non porque se eu te levar no colo por que você está com sono,vai chegar lá e você vai acordar de qualquer jeito e...

-Ai não precisa mais. Rosa resolveu que não sabia como seduzi-lo e que não deveria perder tempo e foi levantando quando de repente foi tomada por uma súbita tontura e sentou-se

-Qui foi Rosa?

-Tontura

-Quer ir ao hospital?

-Não Claude,é normal quando a gente se levanta muito rápido

-Desculpa cherrie,devia ter te carregado

-Não Claude,você tem razão...eu posso ir andando

Claude sentiu-se mal e lembrou em ser um bom namorado e simplesmente a pegou e levou no colo. A sensação de ser carregada novamente pelo homem amado fez Rosa sentir-se maravilhada. Ela colocou as mãos no pescoço dele e fez carinho na nuca antes de tentar beijá-lo. Claude virou o rosto de lado, a colocou no chão perto da banheira e disse que voltaria quando ela terminasse. Ela ficou sem graça e pensou que seduzir o marido seria mais difícil do que imaginava.

Claude estava na cozinha preparando a janta e pensava em onde estava com a cabeça ao recusar-se a beijar a esposa que amava,mas sabia que era melhor assim. Eles precisavam aprender a confiar um no outro.

Rosa terminou o banho e colocou um vestidinho florido que evidenciava sua barriga. Sentou-se na frente do espelho e começou a pentear o cabelo. Claude observou Rosa penteando o cabelo e disse através do espelho

-Posso cherrie te ajudar?

-Claude desculpa. Não devia ter tentado te beijar. Mas sei lá,estou sentindo falta de tudo

Claude pegou o pente e continuou a tarefa perguntando

-Falta do que?

-Falta da minha vida antes de você..da minha vida com você..de nós. Mas não daria mais certo né

-Rosa eu...

-Claude eu entendo. Pelo menos a gente podia conversar um pouco né. Posso pedir um favor?

-Peça

-Me leva amanhã pra fazer o ultrasson?

-Levo sim.

Claude terminou a trança e eles jantam com muito assunto a mesa...mas tem gente que “fala demais por não ter nada a dizer...”

Um comentário:

  1. hai ai...:)
    Escrita literária é outra coisa né?

    Gih, que bom que vc postou! :D

    Parabéns por sua maravilhosa criatividade...

    BISOUS!! ;)

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